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GUITAR CORNER REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE" 
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Mensagem GUITAR CORNER REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE"
Ta aqui o primeiro review conjunto do guitar corner. Em Breve preencheremos esse com opiniões de mais usuários, e já tem mais outros a caminho. Divirtam-se !

Guto Vighi

Ligados a visual

Acabamento:

Achei o acabamento honesto, o pedal tem cara de robusto, nada muito requintado.

Estetica:

O pedal tem um ”ar” de hand made, a caixa lembra aquelas de interruptor de luz, tem uma arte simples e chapada na parte de cima e 2 tiras de borracha simples na parte de baixo, não é algo que me incomoda normalmente me atenho mais a parte pratica, porém considerando o custo estimado do pedal a meu ver era esperado algo mais requintado.


Praticidade (geral) controles jacks leds e etc:

Ponto muito positivo nesse quisito o pedal é compacto (levo isso bastante em consideração pelo espaço ocupado no board), pouco maior que um MXr, input de 9v na parte de trás que eu particularmente acho pratico, input e output de p10 nas laterais que também me agradam.
Chave com bom espaço para os knobs, não tem perigo de pisar nos knobs por engano, knobs bem visíveis, led na parte de cima, tiras simples de borracha para evitar escorregar embaixo.


ligados a som

Avaliação dos controles:

O pedal possui 3 knobs, volume, tone e sustain.
O volume atua de forma tradicional, sem surpresas.
O Tone tem um funcionamento particular, achei a voz no geral do pedal grave, aos meus ouvidos, o tone do 0 (7 horas) até mais ou menos 7 ou 8 numa escala de 10 (3 horas) atua vai acrescentando uma freqüência aguda, e no talo ele apresenta um boost de médios.
O sustain na minha opinião tem o nome errado e é ganho, funciona razoavelmente linear do zero ate o 7 depois tende a embolar um pouco. Quando o ganho é zerado, o pedal não tem um timbre clean, e sim de distorção leve soando fuzzy.

sonoridade sozinho:

Algumas considerações minhas, primeiro eu não classificaria esse pedal como drive e sim distortion, com um flerte ao Fuzz.
Achei a voz geral do pedal muito grave e fechada mesmo usando um cap de ponte de tele, com humbuckers então a característica se acentua. Senti falta de poder remover isso com o tone, que acrescentou agudos (e médios no talo) mas não removeu os graves.
Achei 3 regulagens interessantes, uma com o sustain próximo do zero, (esse pedal não pode ser usado como booster pois não limpa nessa posição) mas soa um drive Fuzzy interessante.
Com o sustain (ganho) próximo a metade é um pedal ardido, se o tone tiver antes das 3 horas o timbre fica scooped, provavelmente meio dificil de timbrar ao vivo, mas interessante como recurso em gravações,
Com o tone próximo ao talo e o sustain (ganho) passando do meio dia, o pedal soa um distortion com um flerte meio Fuzzy com mais médios, que deve funcionar melhor ao vivo.


sonoridade somado a outro pedal:

Por ser um pedal de alto ganho, ele não fuincionou muito bem empurrando outros drives, é bastante forte, portanto embola nessa situação, ao contrário, ele casou com o tube-screamer, quando setado com ganho baixo, encorpando quando se liga o tube antes, porem tomando cuidado com o excesso de agudos.

opinião e considerações gerais:

Achei um pedal com mais cara de distorção que de drive, com um flerte em geral a uma sonoridade Fuzzy que agradaria a quem gosta deste DNA e desagradaria quem não gosta.
Achei que ele tem uma voz bastante definida, não possui grandes possibilidades timbres distintos e sim de algumas variações dentro da proposta.
A falta que senti foi de alguma possibilidade de corte de graves, achei a voz do pedal em geral bastante fechada e não encontrei alguma regulagem que pudesse cortar essa sobra, tive de alterar a equalização do ampli para esse fim, e essa característica se mostrou presente com guitarras distintas.
A praticidade dos controles é legal nada revolucionário porém tudo muito funcional, mas o requinte deixa a desejar considerando o valor estimado do pedal (em torno de r$500,00) mesmo comparando com outras opções nacionais handmade pra ser uma comparação justa, achei ele “salgado” pelo que oferece juntado timbre e visual.
Pra quem tem uma queda por sonoridade Fuzz ele tem uma voz bastante particular, entre o fuzz e a distorção.
Achei o nome equivocado assim como a denominação do controle “sustain” que na minha opinião deveria ser ganho ou algo do gênero.

As melhores características eu diria são um timbre bastante distinto e o laytou em geral de construção.
A pior sem duvida na minha opinião é o custo benefício.

Video de review do pedal tipo "stand alone" mexendo nos controles e etc


Video do pedal num contexto de musica (equipamento descrito no proprio video):



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2- Ricardo Mascarenhas (LOUD LUTHIERIA)

Pedal visualmente muito bacana, pessoalmente achei o pedal muito bonito, um bom incentivo pra pisar e tocar. Muito legal o contraste em branco da carcaça e vermelho dos controles. E o que mais me impressionou foi acabamento, não deve nada aos pedais gringos. No quesito estética o Dg passou com certeza. Bom, mas num adianta ser bonito, tem que funcionar, então la vamos nós:


Plugando o bicho:

Chave, knobs tudo ok, muito bem pensado. Os jacks de entrada e saida nas laterais facilitam muito a vida de todos, assim como o jack de alimentação na traseira. O único porem é que não temos acesso rápido ao compartimento da bateria, o que pra mim é um pouco infeliz, pois em algum pedais dou preferência ao som com bateria. Como não poderia deixar de ser curioso, o interior do pedal é perfeito, tudo muito limpo organizado e bem soldado.


Usando o Bicho

Otimo timbre com humbuckers ideais para tocar rock and roll, e solos ala Hendrix, e também ondas mais pesadas como stoner, grunge pesadão ou alguma coisa malvada. Neste caso, o fato do pedal ter um pouco mais de "sujeira" que outros drives faz dele uma boa pedida para estes estilos. Ele é bem fiel ao que se espera de um pedal mais Fuzz.


Mechendo no bichos:

Todos os controles fizeram seu papel. Dou destaque para o controle de TONE, que tem um alcance bem bacana. E o controle Sustain, que traz toda a "maldade" do pedal. Trabalhando sozinho ele é um drive. Assim como muitos outros ele é bem legal porém é meio restrito a estilos, então nem tente achar um som mais metaleiro só nele, você vai tocar no máximo um Led pesadão. (Vide sample 1)


Vários monstrinhos juntos:

Aqui o bicho pega, pois misturei ele com um Sd-1 Boss só de boost, e um Wah Hellbaby, ai num teve jeito a fritação sonora apareceu, logo peguei meu delay e dei uma de guitar hero. (Vide sample 2)


Veredicto.

Pedal muito bacana faz tudo que promete, surpreendeu em sons mais pesados, mas mesmo toda beleza estetica e sons legais que saem desta caixinha não conseguem brigar com o preço um pouco elevado para o padrão de mercado nacional. Lógico que viciados em caixinhas deste tipo, assim como eu, só olham o preço depois de tocar e isto pode ser um problema no final do mês.

Samples em audio
Sample 01



Guitarra Loud com captadores Seymour Duncan Blackout > Cabos Monster Cable > TopTone DG-1 > ADA Mp-1 pre > Power e caixas 4X12 Mesa Boogie microfonado com SM57




Sample 02
Mesma Guitarra > mesmos cabos > Wah Hellbaby > SD-1 > DG-01 > ADA mp-1 > Delay (Plug-in EchoBoy da Soundtoys) > Caixa Marshall 1960 microfonada com o mesmo SM57


Fotos
Regulagens do sample 2


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Tarsio

Ligados a visual

Acabamento:

Boa construção, acabamento e pedal aparentemente resistente. Soldas firmes, etc.

Estetica:

Pedal bonito, com bom tamanho e pisada.

Praticidade (geral) controles jacks leds e etc:

Tenho o hábito de mexer nos controles com os pés enquanto toco, portanto achei os controles muito proximos um do outro, PORÉM o tamanho do pedal é excelente para quem tem pouco espaço no case como eu.

ligados a som

Avaliação dos controles:

Bem ativos, em especial o sustain. Me diverti bastante tocando licks que exigem bastante sustain. Em muito pedais de ganho moderado o timbre tende a ficar comprimido ou muito fechado, porém o DG-1 mantem um timbre bem aberto mesmo com alto ganho, usando acordes abertos.

sonoridade sozinho:

Na minha onda de timbres vintage, me identifiquei bastante com timbres do rock and roll psicodelico dos anos 60. Steppenwolf, Grand Funk Railroad, Humble Pie, Thin Lizzy e principalmente The Doors. Usando a Gibson SG com pickups Seymour Duncan Seth Lovers meu timbre soou muito parecido ao que o Robbie Krieger soava na época do The Doors. Timbre Gordo, fuzzy e com bastante sustain. Consegui timbres também da fase inicial do Oasis (Live Forever) e até algumas coisas do Guns and Roses (I Used to love her com telecaster). No meu setup, seguindo uma escala "crescente" de ganho na cadeia de pedais, o DG-1 se encaixou entre o drive do Zvex Box of Rock (que é pesado mas não possui tanto sustain) e o Fuzz Fulltone 69. O meu contra é que limpando o drive no pot da guitarra o timbre apaga.

sonoridade somado a outro pedal:

É o tipo de pedal que eu usaria sozinho, boostando apenas com um MXR Microamp Clone (para dar apenas volume). Funcionalmente falando, pedal se comportou bem com o amplificador Fender Blues Junior já bastante crunchado. Com o modo Boost do Zvex Box of Rock soou extremamente bem, reforçando o grave mas mantendo a definição. No caso do Fender Blues Deluxe canal drive não rolou bem, ficou abelhudo demais (reforçado pela caracteristica do amp), e da mesma forma soou com os médios do Xotic BB Preamp. Na minha opinião o pedal soou melhor com humbuckers PAF do que com Single Coils de baixo ganho.

opinião e considerações gerais:

Excelente custo beneficio, pedal aparenta resistência. Timbre com ganho médio e com muita personalidade. No meu caso eu utilizaria especificamente para tocar rock and roll dos anos 60 fase psicodélica, usando apenas este pedal com guitarra com humbucker e amplificador valvulado crunshado. É um pedal adequado até mesmo para substituir um fuzz "a moda antiga". Não é o meu tipo de timbre para baladas, blues ou sonoridades que exigem timbres limpos e médios (como blues). Eu utilizaria para timbres crus de rock and roll em geral (até mesmo para um rock de garagem como do Jack White o pedal se adequaria).


Equipamento usado nos testes:

Guitarras:
- Gibson SG Standard '97 com pickups seymour duncan Seth Lovers;
- Fender Telecaster Standard com Pickups Guitar Garage Butterscoth;

Amps:
- Fender Blues Junior Tolex
- Fender Blues Deluxe

Pedais utilizados juntos:
- Zvex Box of Rock (Drive e Boost)
- Xotic BB Preamp
- Fulltone 69
- 56 inc Boost (Clone do MRX Microamp)

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Villain

Acabamento:
Com seu gabinete de alumínio de aparência robusta e faceplate com acabamento muito bem feito, o TopTone DriveGate DG-1 deixa uma ótima primeira impressão. O acabamento a que o gabinete é submetido, algo do tipo "martelado", é muito interessante, oferecendo ao DG-1 uma aparência semelhente à de vários efeitos de marcas internacionais consagradas, e até superior a algumas delas.

Estética:
Além do interessante (e já citado) acabamento "martelado" do gabinete, o ponto alto na estética do DG-1 é o faceplate com o grafismo de muito bom gosto: ele possui um "StarGate", com o led fazendo o papel de "chevron" e com o glifo "P-2" engajado (referência ao Cornish P-2, que obviamente inspira o DG-1), e, ao lado, um glifo "pi", deixando clara a vocação "fuzz" desse pedal.

Citação:
Momento nerd: Para quem não conhece, StarGate é um dispositivo em que se baseiam algumas obras de ficção científica de cinema e televisão (Stargate; SG-1; Infinity; Atlantis; Universe). Esse dispositivo possui glifos que quando ativados em determinada sequência criam uma espécie de portal para outros StarGates em pontos distintos em lugares longínquos do universo.


Praticidade (geral) controles jacks leds e etc:
Os jacks e knobs do DG-1 são instalados em "posição padrão": gabinete na vertical, chave na parte inferior, controles na parte superior, input na lateral direta, output na lateral esquerda e conector padrão Boss para fonte de alimentação na parte de trás do pedal, abaixo dos knobs.
Esse layout é meu favorito, pois o footswitch fica afastado dos demais controles, afastando o risco de se alterar a posição dos knobs a cada pisada. O led central é bem visível, assim como os knobs vermelhos (estilo fulltone), que se destacam bem sobre o faceplate branco do DG-1. A posição "padrão boss" dos jacks em agrada muito, pois considero a mais fácil de se inserir ou retirar do pedalboard.

Avaliação dos controles:
Os controles disponíveis no DG-1 são VOLUME, TONE e SUSTAIN, todos bastante sensíveis e com curva extremamente coerente. Um dos primeiros itens que costumo avaliar em pedais é a sensibilidade de cada controle, ou seja, o quanto a movimentação do controle faz de difereça real no parâmetro controlado por ele. Nesse quesito o DG-1 é impecável.
VOLUME: bastante sensível e com curva de resposta muito coerente. Acabei utilizando mais na posição 11h, que foi a posição em que tive um aumento de volume bem pequeno em relação ao volume da guitarra com o DG-1 desligado.
TONE: Aqui, tive uma boa surpresa, o controle tonal foi bem além das minhas expectativas, atuando com uma grande diferença bem perceptível e linear entre os 2 extremos, do mais grave (7h) ao mais agudo (17h). Nos timbres que mais me agradaram, o TONE girava entre 14h e 16h.
SUSTAIN: O controle de ganho do DG-1. Nas posições com menos ganho o DG-1 soa como um drive "nervosinho", passando por uma distorção nas posições médias (lembrando um ProCo RAT quando combinada com equalização mais aguda no controle TONE). A vocação "fuzzie" fica evidente a partir das 12h. Ainda quando utilizado a partir das 12h, ponto negativo para a grande quantidade de ruído gerada caso a guitarra utilizada não possua um ótimo sistema de blindagem/isoloamento.

sonoridade sozinho:
O DG-1 soa de forma muito interessante quando utilizado com o controle SUSTAIN fechado (ou quase fechado), remetendo a algo semelhante a um drive "com esteróides". Ainda, com a vantagem de produzir pouco ruído quando o SUSTAIN está perto do mínimo, o DG-1 apresentou grandes timbres quando combinado com os captadores P90 da minha Eiphone Wildkat.
Quando utilizado com mais ganho (SUSTAIN), o DG-1 se mostrou um distortion muito bacana, casando bem com o humbucker Alnico II Pro da Seymour Duncan, que utilizo na minha Bosco Telecaster. Nessa configuração, o TONE atuou de forma parecido com o "filter" de um ProCo RAT, trazendo boas e divertidas sonoridades Rock'n Roll, tanto em chords quando em solos. Aliás, os melhores timbres de solo que consegui foram com VOLUME em 11h, TONE em 15h e SUSTAIN em 13h, controlando o ganho pelo volume da guitarra.
Utilizando o SUSTAIN "no talo", perto de 17h, consegui uma espécie de fuzz diferente da que estava acostumado, pois apesar do alto ganho, consegui tirar sons com bastante definição e claridade. Ou seja, não espere um fuzz rechado de psicodelia hendrixiana.

sonoridade somado a outro pedal:
Utilizei o DG-1 combinado com um analog delay, combinação perfeita para dar um "molho" no som. Ao tentar combinar várias configurações de saturação do DG-1 com uma regulagem mais nervosa no amplificador Laney CUB10, acabei desistindo e utilizando o amplificador somente com sonoridade bem clean, pois embora o CUB10 costume responder bem quando combinado com pedais, todas as tentativas de combinar as saturações resultavam em sonoridade abafada ou embolada demais.

opinião e considerações gerais:
Apesar do DG-1 ser um fuzz, as configurações de timbre que mais me agradaram remetem à soniridade drive/distortion, e não aos fuzz tradicionais, como big muff, fuzz face e afins. Talvez o DG-1 possua em seu projeto os componentes da estrutura básica de um fuzz, e por isso seja classificado dessa forma. Mas repito: aos meus ouvidos, não soou como um fuzz tradicional.
O acabamento é bonito, robusto e divertido. O preço é coerente com pedais importados de mesmo nível, me fazendo discordar do que andei lendo nos foruns brazucas, onde usuários reclamam que o DG-1 é "muito caro pro mercado nacional". Aliás, até hoje, nunca toquei num pedal nacional tão bem feito e ao mesmo tempo com sonoridade tão bacana quanto esse.

Link video Review:



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Fabiano Afonso

Ligados a visual

Acabamento:

De um modo geral, achei o pedal bonito e discreto. O acabamento da caixa é bem feito, com o detalhe do alumínio martelado criando um efeito tipo diamante.

Estética:

A arte do adesivo é bem feita e tem um certo charme nos detalhes ilustrativos, sem entretanto atrapalhar a visualização dos controles.

Praticidade (geral) controles jacks leds e etc:

Os controles me pareceram fáceis de manusear. Os knobs são de tamanho médio, a uma boa distância da chave de acionamento, evitando que se esbarre o pé durante sua utilização. O led é de alta intensidade e facilita, inclusive, a visualização da posição dos knobs quando está ligado.

ligados a som

Avaliação dos controles:

O pedal possui os três controles tradicionais, nem mais nem menos. O controle de sustain é bastante versátil em todo o seu curso, mas o sweet spot me pareceu estar entre 12 e 15 horas. Entretanto, mesmo no máximo o pedal ainda me pareceu articulado e dinâmico. Durante a avaliação, utilizei os controles de volume e tone apenas para o ajuste geral, integrando o pedal ao volume e equalização do amplificador.

Sonoridade sozinho:

Achei que o pedal se aproxima bastante do timbres do Gilmour que eu tenho na memória, mas não sou um especialista no assunto e nem utilizo equipamento semelhante para fazer esta comparação. Acho que o timbre está lá, basta girar os knobs pra encontrar uma música ou outra do Pink Floyd.

Sonoridade somado a outro pedal:

Testei o pedal em conjunto com um Wha-Wha Cry Baby 95Q. Me pareceu que a melhor combinação ocorreu quando o controle de sustain do DG-1 estava no sweet spot. Ao aproximar o controle do máximo, acho que a interação com o wha ficou prejudicada e cada vez mais difícil de controlar, no tocante a ruídos e microfonias.

Opinião e considerações gerais:

Gostei bastante do pedal e considero que ele faz o que se propõe a fazer.

SAMPLE - o fabiano tirou o smaple do dg-1 do ar, to deixando um do dg-2 que ele fez pra não ficar buraco


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Dom Fev 20, 2011 12:38 pm
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Mensagem Re: REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE"
Sinceramente, não gostei.

Como Drive, é muito "fuzzy". Como Fuzz, como drive, e como distortion é pouco orgânico e soa quase digital, aliás, a não ser que tal resultado tenha sido causado por meu conjunto de audio (que por sinal é bastante razoável), ou meus ouvidos, em nenhum sample vi nada de diferente, no sentido de positivo, em relação ao meu gosto.

A compressão e granulação do "drive" do pedal me lembram um Boss "modded".

Não entendi qual a proposta do pedal, visitei o site da Top Tone anteriormente a esse review, e as impressões pelos samples de lá foram as mesmas.

Não achei-o bonito, e extendo a crítica a outros handmakers. Esse "design" de rótulo sobre caixa é terrível. Fica claro que priorizaram a facilidade em fazê-lo assim, diminuindo custos, estes que por sua vez, não foram corretamente repassados ao consumidor final.

O preço é algo a ser realmente citado. MUITO fora da realidade, baseando-me apenas nos parâmetros de "review" que mencionei e comparações que faço a seguir. Dentro de um universo infindável de opções, nada mais certo que posicionar seu produto e preço paralelamente a pedais de mesma categoria e qualidade. Poderia citar alguns grandes pedais hoje encontrados com certa facilidade por esse valor? Wamplers (Plextortion, Pinnacle), Lovepedals (Kanji, Kalamazoo, Les Lius, entre outros tantos), Fulltones aos montes, desde FD1 e 2, OCDs e Distortions, Barbers LTD, SR, Dirty Bomb, Trifecta e outros bastante legais, e muitos, muitos outros. Pouco provável, mas não impossível, ainda se acham tops mais em conta, como Analogman, Hermidas e Butlers.

Talvez minha opnião toda esteja errada, pois estou me baseando em meros samples de vídeos e audio, que sofrem com compressão e outras intempéries da internet. Talvez ao vivo o pedal seja "outro", absolutamente melhor.

Meu veredito: Não compraria sem testá-lo em hipótese alguma. Não me pareceu atrativo nem pelo preço, nem pelo som, e tampouco pelo visual, esse, o critério menos importante. Vale destacar a simplicidade de manuseio, a praticidade de seu tamanho e a boa disposição de controles, switch e jacks.

Das opniões postadas pelos amigos, creio que a do Guto seja a mais próxima da minha. Deixo aqui uma sugestão para quem for pessoalmente testar esse e qualquer outro pedal, que faça o review posterior da maneira menos subjetiva possível. Atenham-se a dados técnicos, números, e termos. Fica difícil mensurar a qualidade do pedal (mesmo que apenas pelos reviews isso não seja possível de fato) quando se tem 3 opniões distintas sobre um mesmo caso.

Fora isso, muito legal a proposta dos testes em grupos. Parabéns aos amigos e obrigado pelos serviços prestados! :mrgreen:

Abraço, Head.


Seg Fev 28, 2011 1:21 pm
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Mensagem Re: REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE"
Concordo com o Head com relação ao preço do pedal. Quando eu disse que o pedal faz o que se propõe a fazer, não estava considerando a relação custo/benefício e sim o desempenho do pedal.

Falando rasgada e honestamente, também achei o pedal caro. É um pedal muito bom, na minha opinião, mas todos nós sabemos que não é um projeto complexo nem caro. Se compararmos, por exemplo, com outros dois pedais de um handmaker muito bem falado aqui do fórum, vemos que o DG-1 sai quase pelo dobro do preço.

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Fabiano Afonso


Seg Fev 28, 2011 3:36 pm
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Mensagem Re: REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE"
Parabens pra todos que fizeram os reviews. Que o projeto continue!

Nem vi os videos e não opino sobre o desempenho do pedal, mas achei muito infeliz fazer o trocadilho de DG com "drive gate".
Dá a ideia óbvia de que haveria um noise gate no pedal de drive.

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Seg Fev 28, 2011 4:43 pm
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Mensagem Re: REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE"
Beto Rich escreveu:
Parabens pra todos que fizeram os reviews. Que o projeto continue!

Nem vi os videos e não opino sobre o desempenho do pedal, mas achei muito infeliz fazer o trocadilho de DG com "drive gate".
Dá a ideia óbvia de que haveria um noise gate no pedal de drive.


Fato, Beto. No início do tópico, antes do Review, também achei. Lembro de ter pensado, "...é, realmente alguns drives são excelentes, mas barulhentos, um gate não faria mal algum..." :?


Seg Fev 28, 2011 5:10 pm
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Mensagem Re: REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE"
Pois é ainda cabe um outro comentário, eu recebi o pedal sem nenhuma outra informação, e avaliei-o como um pedal de drive, como o nome diz.

Depois vieram a me falar que esse pedal seria um fuzz com modificações semelhantes ao do David Gilmour, entrei agora no site da top tone mas não há nenhuma informação comprovando ou não isso.

Na minha opinião (avaliando o que ouvi) é um fuzz mesmo e não um drive, acho que seria interessante ter alguma breve descrição no site pelo menos pra dizer a intenção do pedal.

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Seg Fev 28, 2011 7:33 pm
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Mensagem Re: REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE"
Pelo que eu sei são variações em cima do Big Muff triangle do Cornish (que por sua vez já é uma variação em cima do Big Muff triangle stock :lol: ). Aqui onde estou não rola U-tubo. Chegando em casa quero conferir os videos.

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M. Ferrari


Seg Fev 28, 2011 7:46 pm
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Mensagem Re: REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE"
Alguns comentários:

1 - É um fuzz! Nunca overdrive e ponto! Isso já é um consenso;
2 - Review tem que ser imparcial! Por isso não seria legal fazer review de produtos de amigos, pois pode acabar a amizade onde envolve avaliação de um produto que faz parte do "negócio" do amigo. Ou então o amigo que disponibilizar o produto se prepare para as críticas e/ou os louros;
3 - Preço fora da realidade;
4 - Quanto ao som, o que foi passado pela "compressão" :roll: do youtube não agradou. Uma infinidade de pedais(como os citados pelo Head) fazem a mesma coisa e na maioria das vezes melhor(mais versátil tb).
5 - O mais imparcial e sensato foi o Guto, e os sons que ele tirou também foram os que quase me agradaram(falando da sonoridade).
6 - Fabiano pára de ser um lorde com fuzz! Fuzz é a selvageria, o escracho, o tapa na cara! Mas essa parada na onda do Gilmour teve tudo a ver com a proposta do pedal.
7 - Pensei que DG era David Gilmour! :mrgreen: :roll: That´s a joke.
8 - O som do ampinho do Guto é massa demais! :oops:
9 - Julgar só por vídeo também não é muito justo, pois existe a dinâmica que não é passada pelo vídeo, o ataque da palheta, etc. (Bati em cima e assoprei aqui).


Seg Fev 28, 2011 9:39 pm
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Mensagem Re: REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE"
jeans escreveu:
6 - Fabiano pára de ser um lorde com fuzz!

:lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol:

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Fabiano Afonso


Seg Fev 28, 2011 9:49 pm
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Mensagem Re: REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE"
fala galera,
to com esse pedalzinho aqui faz algumas semanas. estou tentando me adaptar.
as iniciais dg obviamente remetem a david gilmour. no youtube tem um video com o cara tirando o timbre do solo de the wall com esse pedal e pra mim ta igualzinho ! mas acho que so' funciona se tiver uma strato e um hiwatt na jogada. tem tambem videos do cara do australian pink floyd tirando "o" som com essa caixinha. como ? sei la !!!
versatilidade de fato nao eh o forte dele, mas assim e' com big muffs e fuzzes, razao pela qual eu nunca me animei a comprar um pedal desse apesar de ser fan incuravel do david gilmour. esse ai eu ganhei na rifa aqui do forum.
com outro pedal de drive (coisa que o gilmour faz) a coisa fica muito abelhuda, alias combinar pedais de drive e' algo q eu admiro no pessoal aqui. eu sempre acho q fica barulhento e sujo demais.
falando nisso, tive que mudar a regulagem do meu noise gate pra controlar o monstrinho. e' ganho que nao acaba mais (pode ser viciante) e nao limpa com o botao de volume da guitarra nem a pau. fica ai uma dica para os handmakers de plantao. e colocar um controle de equalizacao como o guto citou.
eu vejo ele examente como um big muff: um som especifco, para aplicacoes especificas. para power chords fica legal, bem pesadao; para acordes completos embola, para riffs embola um pouco, para solos funciona em certos contextos.
so' usei com LPs + amp Fender. imagino que com single coils fique melhor. nao que seja ruim.


Seg Fev 28, 2011 10:15 pm
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Mensagem Re: REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE"
wroliveira escreveu:
com outro pedal de drive (coisa que o gilmour faz) a coisa fica muito abelhuda, alias combinar pedais de drive e' algo q eu admiro no pessoal aqui. eu sempre acho q fica barulhento e sujo demais.

Mas essa galera pega leve na combinação, WR, sem usar regulagens carregadas. O legal é pegar um drive pra timbrar um belo "limpo sujo" num amp e em cima disso jogar o Muff. Eu creio que o pessoal que faz as mágicas a que você se refere faz assim. Talvez no início o Gilmour nem fizesse assim (li, acho que foi no livro do Dark Side of the Moon, do Harris, que o Gilmour naquela época tocava em amps com volumes "insuportáveis". De certa forma isso pode dispensar um drive como complemento). Nessas timbragens a ordem dos fatores altera, sim, o produto.

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M. Ferrari


Ter Mar 01, 2011 1:00 am
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Mensagem Re: REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE"
Achei muito bom o som clean de ponte da guitarra do Guto.

Sobre o pedal, gostei dele com o sustain no zero.


E eu não gostava de big muff, mas recentemente peguei um muff with tone wicker e o pedal com o tone no off é muito melhor - além de ter combinado muito bem com os singles da minha mustang. Som de The Jesus and Mary Chain sai fácil, agora.

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"One chord is fine. Two chords is pushing it.
Three chords and you're into jazz."
- Lou Reed

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Ter Mar 01, 2011 1:14 am
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Mensagem Re: REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE"
curti o som dos samples sim, mas ele tem toda cara de distortion com alguns trejeitos de fuzz, não é um fuzz propriamente dito.

percepção é uma coisa estranha, alguns não sabiam se tratar de um muff, mas algumas dicas no rótulo com simbolos dos big muffs antigos e mais um escrito P2, precisamente o que está selecionado, apontando para o pedal do Cornish que quase todos sabem é um big muff tb. Não sei se esse "apontamento" é somente uma referência, pois tem um video com o Cornish de verdade lado a lado com o DG1 que mostra além do óbvio que os 2 soam muito bem e muito semelhantes, que o pessoal lá tem um Cornish Duplex P2 / SS3 a disposição, não seria de admirar que logo logo teremos um drive mais soft na linha do Cornish "Soft Sustain - SS3".
A questão do tone do pedal que vcs relatam sendo um "adicionador" de agudos realmente faz sentido com o esquema que eu tenho do Cornish, ele n é um tone de big muff (mixer de filtro passa alta e passa baixa) mas algo que lembra mais o tone da guitarra, um abafador assim dizendo, no lado agudo ele fica em full, abaixando pra esquerda ele vai limando os agudos e preservando os graves sempre intactos.

Mas enfim, eu gostei muito dos samples, achei ele sempre bem shapeado e contido nos agudos, os graves parecem uma boa constante, ele vai ficar escuro em alguns amps, e é algo que faz sentido com o que eu leio de criticas la fora, mas acho que com o amp certo ele deve ficar muito bom, amps britânicos mais cortantes como MS e Hiwatt devem casar bem com o pedal.

Abs

Ed

PS: curti muito o som que o Ricardo "Loud" tirou do pedal!!!

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Ter Mar 01, 2011 8:45 am
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Mensagem Re: REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE"
Pelos samples achei o pedal legal. Teria no meu board como opção de drive,muff(nunca é demais!),porem não por esse preço. Pelo preço compro um muff russo (timbres parecidos,bem mais barato ,e de revenda facil).


Ter Mar 01, 2011 11:02 am
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Mensagem Re: REVIEW TOP TONE - DG-1 "DRIVEGATE"
a galera ta tirando um sonzinho bem melhor desse pedal que eu. o fabiano como alguem disse tirou um som de lord mesmo - muito limpo, muito macio, lindo ! o villain conseguiu fazer funcionar em varias configuracoes e fiquei de boca aberta... de volta pro quarto testar essa bomba de novo !!! :mrgreen:

o ricardo tirou o som mais parecido com o que eu tiro. legal mas bem especifico.

sobre usar com outros drives, vou continuar experimentando... eu uso um marshall guv´nor como drive principal para riffs e tbem para dar aquela sujadinha. nesse ultimo caso eu simplesmente abaixo o volume da guita. estou pensando em deixar o dg1 para solos. vamos ver.

outra coisa que me chamou a atencao foi o silencio. ja testei de todo jeito mas aqui em casa é só pisar nesse pedal que ele começa a fazer barulho. só abaixando o sustain e o tone, mas aí o timbre vai embora. a saga continua.


Ter Mar 01, 2011 11:29 am
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